terça-feira, 29 de abril de 2014

Surgimento e Desenvolvimento da Moeda Nacional de Angola



INTRODUÇÃO

A moeda local de Angola é o kwanza, cujo símbolo monetário é o "kz", O nome da moeda deriva do rio Cuanza, que fica a sul de Luanda e é maior exclusivamente angolano.

A moeda surgiu em 1977 para substituir o escudo angolano, e desde aí já sofreu 3 actualizações para compensar o baixo valor que a moeda adquiriu com a inflação.


 O SURGIMENTO DA MOEDA NACIONAL DE ANGOLA

Em cumprimento do disposto nos artigos 8.º e 30.º da antiga Lei Constitucional,  foi criado o Kwanza, em substituição da então moeda  colonial, como meio de pagamento no território nacional.

Numa altura em que a circulação de pessoas e bens no país era relativamente pacífica, a operação da troca foi realizada em oito dias, o que na época foi considerado de recorde.

O Kwanza teve como a mais pequena unidade o Lwei, em moeda metálica, o equivalente a 50 cêntimos e 1.000.00 kwanzas como maior valor facial da nota.

A moeda teve uma cotação fixa de 33 kwanzas por um dólar norte-americano, mas as distorções económicas que surgiram ao longo dos anos, permitiram uma inflação que deu origem a programas económico-financeiros, que, entre outras consequências, levaram com que a moeda sofresse ou alterasse a denominação.

Foi assim que em 1990 entrou em circulação o Novo Kwanza (NKz), em substituição do Kwanza e, em 1995, a mesma razão leva a criação do Kwanza Reajustado (Kzr). Ambas moedas atingiram valores faciais tão altos como a nota de cinco mil.

A primeira moeda angolana, sob domínio de Portugal, chamou-se REIS. A Segunda, o "ESCUDO ANGOLANO". Depois o "ANGOLAR" passou a ser Moeda oficial de Angola (1926-1958). Em seguida surgiu o "NOVO ESCUDO"; Notem que até agora nas figuras faciais só eram homenageados os heróis mortos, fatos históricos, fauna etc.


O DESENVOLVIMENTO DA MOEDA NACIONAL

O BNA viu-se forçado, em Dezembro de 1999, a pôr fim ao Kwanza Reajustado voltando a emitir o Kwanza. Contrariamente as três anteriores emissões, a actual surgiu numa altura em que as medidas económicas implementadas não incluíam a fixação da cotação cambial.

A 18 de Fevereiro de 2013, arranca o processo de actualização da moeda angolana, com o lançamento das moedas metálicas de 50 cêntimos, um, cinco e 10 kwanzas.

Em Março de 2013, o BNA lançou as notas de 50, 100, 200, 500, 1.000, 2.000. Em Maio, foram lançadas as notas de  5.000 e 10.000 kwanzas.
Estas notas estão em circulação com as notas antigas em uso há 14 anos, quando as normas internacionais recomendam apenas sete anos o tempo máximo de circulação.

Reza a história sobre a moeda em Angola que, muito antes da época colonial utilizava-se  Colares formados por rodelas de conchas de caracóis e outras conchas, furadas no centro e enfiadas em fios de fibras têxteis, como instrumento de troca.  
Todavia, apesar da variedade de conchas, foi o Zimbo, pequeno búzio cinzento, um dos mais importantes e dos primeiros instrumentos de troca constituindo funcionalmente autêntica moeda local.

Entretanto, o  Zimbo – Njimbu ou Lumache - , Búzio do tamanho de um bago de café, teve curso como “ moeda” em quase toda a costa ocidental africana. Apareciam em toda a costa de Angola, embora os mais belos fossem da ilha de Luanda.

Os “panos” foram outra mercadoria-moeda de larga circulação entre os povos locais. Sucederam praticamente ao “Zimbo”.

Consistiam os panos, na  época, em pequenos pedaços de tecido, feitos à base das fibras da palmeira-bordão, e tinham geralmente a dimensão duma mabela. Tinham os “panos” duas origens distintas: o Congo e o Luango, onde os contratadores iam adquiri-los, trazendo-os para Luanda, onde circulavam como mercadoria moeda.

O Kwanza, que a 8 de Janeiro de 1977 substituiu o escudo português, está já a ser transacionado, desde Novembro de 2013, em quatro países, designadamente Moçambique, Namíbia, Portugal e França.

A partir de 1977 vigora o Primeiro Kwanza (1977-1990); Novo Kwanza, 1990-1995; Kwanza Reajustado, 1995-1999; Segundo Kwanza, 1999- Hoje.

MOEDA EM ANGOLA- DO ZIMBO AO KWANZA

Surgiu a moeda metálica em Angola, praticamente até final da ocupação holandesa 1649, Portugal não sentiu a necessidade de introduzir a moeda metálica. Iniciou a sua introdução nos anos de 1694.

Em 1762 é lançada a macuta como moeda privativa de Angola. Depois surgiu o escudo e o Angolar. Em 71-A/76 11 de Novembro de 1976 surge em Angola a primeira moeda pois independência – o Kwanza – Lançada em circulação no dia 8.1.1977

Esta nossa moeda que é um símbolo Nacional e que um marcou uma posição de Angola, enquanto estado soberano. Sofreu também já várias metamorfoses

PRIMEIRO KWANZA

O kwanza foi introduzido após a independência de Angola. Substituiu o escudo em paridade e estava subdividido em 100 lwei. O seu código era AOK.

Moedas
As primeiras moedas foram cunhadas sem data de emissão, apesar de todas ostentarem a data da independência do país, 11 de Novembro de 1975 e a inscrição "RP DE ANGOLA" (i.e., República Popular de Angola). Tinham denominações de 10, 20, 50 lwei, 1, 2, 5 e 10 kwanzas. Em 1978 foram cunhadas moedas de 20 kwanzas. A última data a aparecer nestas moedas foi 1979.

Notas
As primeiras cédulas datavam de 1976, mas só foram emitidas em 1977 pelo Banco Nacional nas denominações de 20, 50, 100, 500 e 1.000 kwanzas. A nota de 20 kwanzas foi substituída pela moeda em 1978.

NOVO KWANZA

Em 1990, o novo kwanza foi introduzido, com o código AON. Apesar da sua paridade em relação ao kwanza anterior, os angolanos só puderam trocar 5% das notas antigas por novas. O resto das notas teria que ser trocado por títulos do governo. O novo kwanza foi vítima de uma forte inflação.

Notas
Apenas foram emitidas notas. As primeiras cédulas emitidas em 1990 eram apenas impressões sobrepostas em notas antigas, com a nova designação: novo kwanza. As cédulas tinham as seguintes denominações: 50 (informação não confirmada), 500, 1.000 e 5.000 novos kwanzas (os 5.000 novos kwanzas eram reimpressões dos antigos 100 kwanzas). Em 1991, a palavra "novo" foi abandonada nas emissões de notas de 100, 500, 1.000, 5.000, 10.000, 50.000, 100.000 e 500.000 kwanzas.

KWANZA REAJUSTADO

Apesar da taxa de câmbio para o kwanza anterior ser de 1000 para 1, tão pequeno era o valor do kwanza antigo, a nota mais pequena emitida foi de 1000 kwanzas reajustados. A inflação continuou, tendo havido notas de 5 milhões de kwanzas reajustados. Não foram emitidas moedas.

Notas

Apesar de taxa de conversão, o valor do kwanza antigo tinha-se depreciado de tal ordem que a denominação menor das notas de banco foi de 1.000 kwanzas reajustados. Foram também impressas notas de 5.000, 10.000, 50.000, 100.000, 500.000, 1.000.000 e 5.000.000 kwanzas.

SEGUNDO KWANZA 

A introdução desta unidade monetária permitiu a reintrodução de moedas. Apesar de ter sofrido de alta inflação, no início, encontra-se hoje estabilizada.

Em 1999, foi introduzida uma segunda unidade monetária chamada simplesmente kwanza. Mas, ao contrário do primeiro kwanza, esta nova moeda estava subdivididas em 100 cêntimos. Com o segundo kwanza foram reintroduzidas as moedas. Apesar da inflação inicial, o seu valor encontra-se agora estabilizado.

O dia da paz em Angola



O dia 4 de Abril, é o dia da Paz e da Reconciliação Nacional. A partir desta altura, o 4 de Abril passou a constituir uma referência histórica importante na luta do povo angolano, pois marcou uma viragem decisiva no processo político e de desenvolvimento de Angola. Constitui, igualmente, uma das maiores conquistas do povo angolano após a independência nacional, a 11 de Novembro de 1975.

De facto, o país está a viver um ambiente de Paz Justa e Definitiva, um momento particularmente importante na nossa história, nunca antes experimentado pelo povo angolano, mesmo num passado longínquo, bem como desde o nascimento de Angola como um Estado independente e soberano.

Justa porque a paz alcançada não foi uma imposição de forças externas, mas o resultado dos esforços dos próprios angolanos, que entenderam que havia a imperiosa necessidade da cessação das hostilidades e de começarem o processo de conclusão das tarefas remanescentes, tendo em vista o estabelecimento da paz e a consequente reconciliação e reconstrução do país. 

Esta paz corresponde aos interesses mais legítimos do povo angolano. 
Definitiva porque a Paz conquistada deve continuar a ser consolidada no nosso dia-a-dia, através de acções e atitudes práticas, devendo todos contribuir para que este processo seja irreversível.

Conquistada a Paz, novos desafios se colocam ao povo angolano, pois torna-se necessário continuar a empenhar esforços para a sua consolidação, através do desenvolvimento de um conjunto de acções, tendentes a combater a fome e a pobreza.

É necessário promover a tolerância e o respeito pela diferença de opiniões e filiação partidária, bem como incentivar o sentimento patriótico no seio das crianças, da juventude e de toda a população e fortalecer as instituições do Estado Democrático de Direito, como premissa indispensável para registar, com firmeza, novos passos rumo ao crescimento harmonioso do país.

Nesta conformidade, a paz definitiva para a República de Angola deve ser encarada como o início de uma era de reconstrução do país, a ser feita por todos os angolanos, de mãos dadas, esquecendo os ódios e dores do passado, as diferenças ideológicas e de religião, de cor e sexo, de filiação partidária ou região, de condição e estatuto social, cabendo ao Estado e em conjunto com a sociedade civil e todas as forças vivas da Nação perspectivar um futuro de responsabilidade da paz.

Durante este curto período de tempo, pode-se perceber nas atitudes, no comportamento, nas acções, nas feições dos rostos e manifestações de todos os angolanos a importância da paz, que duramente conquistada tem gerado numerosos fluxos de solidariedade e de tolerância adequados com as exigências de uma mentalidade e cultura contemporâneas.

Nota de Abertura



Sempre pensei em criar um blog de caracter informativo em todos os aspectos, tanto em religiões, notícias, informação, realidade do quotidiano, politica, Igrejas, actualidade, educação, ciências, ideias, enfim. Quem é que não gosta de saber das últimas notícias? Quem não gosta de estar superinformado sobre as actuais tendências do dia-a-dia?

Como já disse no princípio, sempre quis criar um blog, mas nunca levei essa ideia adiante, mas agora criei um blog para podermos compartilhar tudo do universo. Obviamente, não tenho a pretensão de ter todas as respostas para os problemas do mundo.

Eu sempre precisarei da opinião das pessoas, afinal, o blog é dedicado para os leitores. Qualquer elogio, crítica construtiva ou sugestões serão muito bem-vindos!

Reflexão



















Frases Sábias



Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente.
 
É preciso que o discípulo da sabedoria tenha o coração grande e corajoso. O fardo é pesado e a viagem longa.
 
Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.
Quando vires um homem bom, tenta imitá-lo; quando vires um homem mau, examina-te a ti mesmo.
 
A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.
 
Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos.
 
Ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo.
 
Se queres prever o futuro, estuda o passado.
 
O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.
 
A preguiça anda tão devagar, que a pobreza facilmente a alcança.
 
O silêncio é um amigo que nunca trai.
 
Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha.
 
Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
 
Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros.
 
Até que o sol não brilhe, acendamos uma vela na escuridão.
 
Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.
 
Não são as ervas más que afogam a boa semente, e sim a negligência do lavrador.
 
A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.
 
Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam.
 
O sábio envergonha-se dos seus defeitos, mas não se envergonha de os corrigir.